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Preparando uma aula que ministraria na FABC – Faculdade Batista
ABC senti um toque de Deus chamando a minha atenção para
cultivar um relacionamento de Pai e filho com Ele.
Na parábola do filho pródigo vemos que o filho mais
velho, embora vivendo com o Pai e desfrutando da sua casa, não
se aproveitava de um relacionamento com ele. Não cabe aqui
direcionar a nossa atenção para os problemas causados
pelo filho mais moço, mas lançar um olhar para certas
características do filho mais velho e assim extrair
lições preciosas dos seus erros.
Muitos de nós vivemos como este filho mais velho. Mesmo estando
junto ao Pai, não mantemos comunhão com ele. Embora
aquele filho não tivesse abandonado a casa e partido para longe,
não vivenciava um relacionamento de intimidade com o Pai. Ele
não gozava de um contato Pai e filho, mas antes tinha uma
relação de patrão-empregado.
Há tantos anos que te sirvo, dizia ele. É bem verdade que
havia muito tempo que ele trabalhava na lavoura do Pai sem, contudo,
abrir-lhe o coração. Havia tantos anos que ele queria dar
uma festa aos seus amigos e nunca tinha compartilhado disso com o seu
Pai. Nunca lhe falou dos seus sonhos e anseios. Por isso, ele havia se
tornado queixoso e até rancoroso com o Pai. A sua
colocação “... nunca me deste nem sequer um
cabrito” e a sua afirmação “... há
tanto tempo que te sirvo” denotam claramente que ele não
tinha um relacionamento Pai e filho, mas de patrão-empregado.
Nunca havia entendido o significado de ser filho. Ser filho não
é desperdiçar os bens do Pai na forma como melhor nos
convém. Mas também não é servir-lhe de
empregado, não se beneficiando da sua companhia e
comunhão.
Cristo exemplifica como deve ser um relacionamento Pai e filho. Nesta
parábola ele nos demonstra isso quando o pai diz: “Meu
filho, tu sempre estás comigo”. “... tudo o que
é meu é teu”. É esse o tipo de
relacionamento em que Deus está interessado. Um relacionamento
de amor e companheirismo.
Quais as principais diferenças entre o relacionamento Pai e
filho e a relação patrão-empregado? O empregado
é valorizado pela qualidade do seu serviço. Já o
valor do filho se baseia na certeza de ser filho, sendo apreciado pelo
que é e não pelo que faz. O empregado precisa saber
apenas o que fazer. O Pai revela os seus propósitos e o filho
entende o coração do Pai. O filho também abre o
seu coração para o Pai. O empregado faz tudo por
obrigação no cumprimento do seu dever. O filho faz com
alegria porque participa com o Pai de seus projetos e
propósitos. O empregado age por contrato. O filho, por
aliança. O filho tem uma relação de
família, de intimidade, carinho, afeto, amor, alegria e
celebração. O empregado é emocionalmente distante
do seu patrão. O filho compartilha do espírito, da
herança e do sentimento do Pai. Quando erra, o empregado
é punido e muitas vezes demitido. O filho quando falha é
disciplinado para ser restaurado e perdoado. O empregado intenta fazer
o que seu patrão lhe ordena. É subordinado, não
tem voz ativa, nem poder de decisão. O filho procura imitar o
Pai. É parceiro e tem o direito de expressar os seus sentimentos
e perspectivas. O empregado almeja reconhecimento pelo seu
esforço. O filho anseia pela graça de Deus, por seu amor
e aprovação (1Co 15.10).
Que tipo de filho nós temos sido? Que tipo de relacionamento estamos mantendo com Deus?
Pr. Sandoval é casado com Shirley
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